
Riscado: Luiz Artur Silva Jr (vulgo Luizinho)
Idade: 37 anos
Cidade/Estado onde reside: São José dos Campos / SP
Perfil Facebook: fb.com/ LuizThisGraceFound
Tatuador: fb.com/kaw.tattooist
“Qual o significado dessa tattoo pra você?” Eu sempre gostei da imagem do personagem Iron Man, embora não tenha lido muitas HQ´s dele. Quando vi o personagem virar “realidade” no cinema, a minha admiração pelo personagem cresceu ainda mais!
Quando vi no cinema o filme The Avengers, meu cunhado que é tatuador (e estava comigo na sessão do filme), disse que tinha vontade de tatuar um Iron Man. Eu disse, “faça em mim então”!
Assim começamos a fazer e já foram duas sessões (totalizando 9 horas de trabalho). Creio que em mais uma ou duas sessões, ela fique pronta.
(resenha por Marcos Poli)
Indicado ao Oscar de melhores efeitos visuais em 2014 e dono da 5º maior bilheteria da história, arrecadando mais de 1 bilhão de dólares pelo mundo, o filme dessa semana no Cine Riscado finaliza (por hora) uma das trilogias cinematográficas mais lucrativas dos últimos anos, a saga do famoso Tony Stark, um milionário que divide seu tempo entre o egocentrismo de um playboy e o altruísmo de um super-herói.
Antes de mais nada, gostaria de pedir desculpas aos fãs dos quadrinhos, sei que vocês odeiam o filme e tudo que há nele e tal, mas, gostaria de salientar alguns fatores positivos da obra, espero que tenham um pouco de paciência ao ler a matéria. Homem de Ferro 3 se difere dos demais em muitos fatores, além de criar vilões totalmente diferentes dos originais dos quadrinhos, é o filme mais longo da saga e o único não dirigido por Jon Favreau (Cowboys & Aliens). Aqui, o cargo ficou nas mãos de Shane Black (Beijos e Tiros). Graças à tattoo do nosso leitor Luiz, surgiu a chance de falar desses filmes e, escolhendo dentre a trilogia, optei falar do mais recente. Não é o melhor nem o pior, ao meu ver, todos tem suas particularidades.
Depois de toda aquela ação ao lado dos Vingadores, nosso herói passa as noites trabalhando em seu porão, tentando (as vezes de forma cômica) criar novas tecnologias, enquanto Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) ficou a cargo de cuidar da empresa. No início do filme, sob sua própria narração, somos apresentados ao vilão Aldrich Killian (Guy Pearce), quando, há 14 anos atrás, Stark ignora uma proposta do mesmo, criando o que o nosso herói chama de ”seus próprios demônios”. Ali também somos apresentados à Maya Hansen (Rebecca Hall), uma bióloga que faz parte da coleção de ”casos de apenas uma noite” do nosso herói.
Após enfrentar inúmeros vilões nos outros filmes da saga, o herói mulherengo e sarcástico cede espaço ao homem por trás da armadura e, mesmo com bons inimigos à combater, Mandarim (o excelente Ben Kingsley) e o próprio Aldrich Killian, o filme mostra um pouco a faceta humana do playboy, principalmente quando expõe o seu lado psicológico abalado, representado por crises de ansiedade. (Calma, irei falar do Mandarim).
O terrorista Mandarim infringe medo ao mundo com atentados em diversos países e ameaças feitas em invasões no sinal da TV. Em um desses atentados, o segurança pessoal de Stark, Happy Hogan (Jon Favreau), é ferido. Então, após uma cena interessante de investigação tecnológica, Stark desafia o vilão em rede nacional, fazendo com que sua mansão seja atacada e, seu mundo e vida pessoal sejam severamente abalados. Esse é o estopim que nosso herói precisava para ir atrás da verdade. Para isso, o desarmado e impotente Stark precisará contar com seu lado humano, usando toda sua engenhosidade para enfrentar os vilões com poucos recursos.
O interessante do filme, além da trama mais politizada, é justamente essa visão humana do nosso herói, pois aqui, limitado pela destruição de sua mansão em Malibu, Stark é lançado para o frio estado do Tennesee com um protótipo de armadura (Mark 42) que praticamente não funciona.
Temos até uma cena no melhor estilo James Bond, onde ele entra na mansão do inimigo armado apenas de pequenas armas improvisadas e nocauteia um a um os adversários que surgem, contrariando seus filmes anteriores onde a armadura praticamente imperava.
No desfecho, temos uma cena impressionante com excelentes efeitos especiais e uma trilha sonora fantástica. O visual é tão bacana que supera qualquer furo no roteiro. Aliás, apesar da trama ser interessante, não foquem muito no enredo e seus inúmeros furos, o filme é puro entretenimento visual e, nisso ele faz bem a lição de casa. Por esse lado humano do herói misturado com uma trama mais politizada e vilões que cospem fogo, esse é um filme (ou ao menos um herói) que merece ser tatuado.
Falarei sobre o Mandarim: (Lembrando que o trecho a seguir contém SPOILERS)
No filme, o vilão Mandarim perde a força que detinha nos quadrinhos, mas, eu entendi essa versão dele como uma crítica perspicaz aos Estados Unidos e suas relações com o terrorismo. Em determinado momento do filme, o vilão Killian cita Osama Bin Laden e, creio ser esse o ponto de ligação. Assim como no caso Mandarim, cresce mundo afora uma crença onde tais personas do mal como Bin Laden e outros terroristas, são apenas crias de grandes corporações e governos mal intencionados que, precisando agir de forma escusa para alcançar seus objetivos, utilizam-se de tais ”bodes expiatórios”. Tudo bem que Killian não é nem um nem outro, mas, tem seus contatos no poder que o auxiliam em sua ”missão”, achei isso válido. Os demais são furos mesmo, todo filme tem, alguns mais, outros menos. Boa sessão amigos!
Trailer do filme: